Cidadãos do Mar
A luta pelo reconhecimento dos próprios direitos sempre foi uma prerrogativa da história da humanidade. Os últimos dois séculos testemunharam progressos significativos, graças às constituições dos estados liberais e modernos, que afirmaram os direitos naturais e fundamentais. Não é de modo algum garantido que, após sessenta anos, os princípios contidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a chamada “Magna Carta da Humanidade“, e no Manifesto de Ventotene, sejam hoje conhecidos, compreendidos e, sobretudo, implementados. Quão razoável é atribuir tratamento diferenciado e distinguir aqueles que fogem da perseguição e das ameaças à sua vida daqueles que fogem por não terem meios de subsistência?
Partindo dessa reflexão, em Matera, Cidade da Paz, a Energheia propôs em 2023 a iniciativa “Literatura como Ferramenta de Engajamento Cívico”: o Projeto Internacional Cidadãos do Mar, com o objetivo de debater e educar as novas gerações sobre o tema da migração e o árduo caminho para a proteção dos direitos dos migrantes, identificando-os como Cidadãos do Mar.



























